Segundo o ministro da Defesa da França, Gerard Longuet, em matéria publicada hoje no Estado de São Paulo, a Dassault - fabricante de aviões francesa - poderá encerrar a produção do seu caça Rafale.
Em 15 anos de fabricação, apenas o governo francês comprou o Rafale.
Possíveis compradores do avião, como os Emirados Árabes e a Suíça, desistiram de comprar por considerarem o produto não competitivo e com preço "irrealizável".
Essas notícias deverão abrir, novamente, o debate em terras brasileiras.
Afinal, esse não era o melhor projeto para revitalização da nossa força aérea, tão defendido por Lula? Nosso ex - ministro Nelson Jobim, contrariando estudos e preferência da área militar (da qual era comandante), não desembainhou a espada em defesa do projeto?
Parafraseando Shakespeare, aproveitando o cenário, “... existem mais mistérios entre o céu e a terra...."
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Doutor Sócrates
Ontem, quando ele chegou no céu, Deus ficou preocupado. Tá certo que o time celestial tinha adquirido o passe de um dos maiores talentos que o futebol conheceu. Mas, e aquela coisa de democracia? Será que seria uma boa influência para as hordas dos anjos e querubins? Como ficaria ele, o sempre Todo Poderoso? Afinal, a teocracia desde o início dos tempos era o sistema vigente. Sei não, esse camarada ainda vai me dar trabalho aqui em cima...
Assim sempre viveu o Dotô. Para "causar", para fazer a diferença. Um físico, que assim como de outro gênio das pernas tortas, não fora feito para jogar futebol. Mas, um cérebro e uma alma que raríssimas vezes se viu pelos nossos gramados.
Deus resolveu levá-lo num domingo, mas, não em um domingo qualquer.
Escolheu um domingo que o Corinthians do Dotô jogava uma final de Campeonato Brasileiro.
Sócrates assistiu à partida lá de cima. Ao lado Dele. Criticou jogadas e substituições, pulou e sofreu como qualquer um de nós, mesmo já sabendo qual seria o resultado.
O acordo havia sido esse. A tristeza da sua partida deveria ser amenizada por uma grande alegria para toda a nação corintiana.
Assim, ao final do jogo, as lágrimas trocaram de sabor.
Aquela dorzinha que todos nós, corintianos, estávamos sentindo, explodiu em um grito uníssono de vitória.
Lá de cima, o Dotô abriu um sorriso largo. Deixara mais uma vez seu povo feliz.
O céu foi tingido de preto e branco para cobrir toda a alegria do povo.
Vai, Dotô, siga em paz para a sua nova caminhada. Aqui, nós te agradecemos por tudo o que você fez nos gramados e pela nossa política.
Imortalidade é aquilo que você deixa e não o tempo que você vive...
Assim sempre viveu o Dotô. Para "causar", para fazer a diferença. Um físico, que assim como de outro gênio das pernas tortas, não fora feito para jogar futebol. Mas, um cérebro e uma alma que raríssimas vezes se viu pelos nossos gramados.
Deus resolveu levá-lo num domingo, mas, não em um domingo qualquer.
Escolheu um domingo que o Corinthians do Dotô jogava uma final de Campeonato Brasileiro.
Sócrates assistiu à partida lá de cima. Ao lado Dele. Criticou jogadas e substituições, pulou e sofreu como qualquer um de nós, mesmo já sabendo qual seria o resultado.
O acordo havia sido esse. A tristeza da sua partida deveria ser amenizada por uma grande alegria para toda a nação corintiana.
Assim, ao final do jogo, as lágrimas trocaram de sabor.
Aquela dorzinha que todos nós, corintianos, estávamos sentindo, explodiu em um grito uníssono de vitória.
Lá de cima, o Dotô abriu um sorriso largo. Deixara mais uma vez seu povo feliz.
O céu foi tingido de preto e branco para cobrir toda a alegria do povo.
Vai, Dotô, siga em paz para a sua nova caminhada. Aqui, nós te agradecemos por tudo o que você fez nos gramados e pela nossa política.
Imortalidade é aquilo que você deixa e não o tempo que você vive...
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
O chamado latifúndio indígena
"Os índios são os verdadeiros donos da terra!"
Quantas vezes, desde os tempos da escola, você já ouviu essa frase?
Talvez dezenas, centenas, milhares de vezes.
Após a conclusão dos processos demarcatórios das terras indígenas, essa frase nunca fez tanto sentido.
Ao final de todas as devidas documentações, assinaturas e normatizações, o governo federal terá entregado a propriedade de 8,9 milhões de hectares de terras aos povos índios do Brasil.
Isso equivale a 13% de todo o território nacional, ou seja, dos nossos 8.515.692 km²,
1.107.039 km² serão propriedades dos nossos 817.000 índios, população aferida pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Assim, cada índio brasileiro será proprietário de 1,35 km².
Descontando-se da população total brasileira - 192 milhões de habitantes - os 817 mil índios e, do total do território nacional - 8,5 milhões de km²- os 1,1 milhão de km² destinado a eles,chega-se a conclusão que cada um de nós terá direito a 0,038 km²prá chamar de seu.
Ainda no sentido das comparações, na área entregue aos índios caberia com conforto a Espanha com seus 46 milhões de habitante e 504.030 km² e mais a França e seus 65 milhões de habitantes e 543.956 km².
A Espanha possui uma densidade populacional de 90 habitantes/km², a França 115 habitantes/km². Enquanto a média brasileira é de 22 habitantes/km², na região indígena ela cairia para 0,73 habitantes/km².
Uma tremenda solidão, não é?
Quantas vezes, desde os tempos da escola, você já ouviu essa frase?
Talvez dezenas, centenas, milhares de vezes.
Após a conclusão dos processos demarcatórios das terras indígenas, essa frase nunca fez tanto sentido.
Ao final de todas as devidas documentações, assinaturas e normatizações, o governo federal terá entregado a propriedade de 8,9 milhões de hectares de terras aos povos índios do Brasil.
Isso equivale a 13% de todo o território nacional, ou seja, dos nossos 8.515.692 km²,
1.107.039 km² serão propriedades dos nossos 817.000 índios, população aferida pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Assim, cada índio brasileiro será proprietário de 1,35 km².
Descontando-se da população total brasileira - 192 milhões de habitantes - os 817 mil índios e, do total do território nacional - 8,5 milhões de km²- os 1,1 milhão de km² destinado a eles,chega-se a conclusão que cada um de nós terá direito a 0,038 km²prá chamar de seu.
Ainda no sentido das comparações, na área entregue aos índios caberia com conforto a Espanha com seus 46 milhões de habitante e 504.030 km² e mais a França e seus 65 milhões de habitantes e 543.956 km².
A Espanha possui uma densidade populacional de 90 habitantes/km², a França 115 habitantes/km². Enquanto a média brasileira é de 22 habitantes/km², na região indígena ela cairia para 0,73 habitantes/km².
Uma tremenda solidão, não é?
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A Amazonia. Custer ou Villas Boas?
Antes de tudo, quero deixar bem claro que sou absolutamente a favor do projeto Movimento Gota Água - www.movimentogotadaagua.com.br. Não só por achar que o projeto Belmonte e seus filhotes amazônicos não foram suficientemente debatidos em todos os espectros da população brasileira, para que todos soubessem os riscos, consequencias e resultados, ou até mesmo as alternativas possíveis, como, o que é o pior, por não acreditar que Belmonte atinja o resultado que se espera. Refiro-me a questão da geração de energia, claro, porque sob a ótica das grandes empreiteiras e políticos intermediários, o sucesso será total.
Mas confesso que o que me deixou muito incomodado, foi assistir a reportagem feita por Allison Langdon para o 60 Minutes (sixtyminutes.nineemsn.com.au), que evidenciou o destino que as autoridades brasileiras dariam aos nossos índios que habitam na região a ser afetada pelas usinas.
Levar um "puxão de orelhas" dos Estados Unidos, como sempre transvestido de defensores dos oprimidos, é o fim!
Um país que gerou um General Custer, reconhecidamente um dos maiores dizimadores da população indígena dos EUA, não tem cacife para dar lição de moral em um país que gerou os irmãos Villas Boas.
Mas vamos á luta! Vamos defender a integridade da Amazônia e toda a sua biodiversidade. Não apenas pelos índios que lá habitam, mas também por todos nós, das grandes metrópoles ou não. Sem a preservação de nossas florestas e rios, o fim chegará para todos.
Mas confesso que o que me deixou muito incomodado, foi assistir a reportagem feita por Allison Langdon para o 60 Minutes (sixtyminutes.nineemsn.com.au), que evidenciou o destino que as autoridades brasileiras dariam aos nossos índios que habitam na região a ser afetada pelas usinas.
Levar um "puxão de orelhas" dos Estados Unidos, como sempre transvestido de defensores dos oprimidos, é o fim!
Um país que gerou um General Custer, reconhecidamente um dos maiores dizimadores da população indígena dos EUA, não tem cacife para dar lição de moral em um país que gerou os irmãos Villas Boas.
Mas vamos á luta! Vamos defender a integridade da Amazônia e toda a sua biodiversidade. Não apenas pelos índios que lá habitam, mas também por todos nós, das grandes metrópoles ou não. Sem a preservação de nossas florestas e rios, o fim chegará para todos.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
A troca de Israel
"Nunca tive arrependimento do que fiz. Contra a ocupação, só a resistência é a resposta".
Essa frase, dita por Abdel Hadi Ghnim - um dos 477 dos 1.000 presos palestinos trocados pelo israelense Gilat Shalit - dá a exata dimensão do problema que Israel poderá ter no futuro.
Abdel, em 1989, assumiu a direção de um ônibus lotado de israelenses e o jogou em um desfiladeiro. Como saldo da sua ação 16 pessoas morreram e outras 27 ficaram feridas.
Condenado a 16 prisões perpétuas, o agora libertado Abdel não dá o menor sinal de arrependimento, ao contrário, dá a entender que a luta irá continuar. Nem mesmo após ter sido salvo do atentado graças ao atendimento médico israelense.
O serviço de inteligência israelense - Shin Bet - estima que 60% dos militantes palestinos libertados voltarão ao terrorismo.
Fawzi Barhoun, porta voz da facção islâmica Hamas, sinaliza que existem mais 5.000 palestinos em prisões israelenses e que não irão dar trégua até todos serem libertados.
A que custo?
Fawsi acredita que resistir a ocupação é a missão, não importando os meios a serem empregados.
Se as estimativas do Shin Bet estiverem corretas, Israel terá contra si mais 400 experientes militantes palestinos prontos para novos atentados.
Qual será a reação do povo israelense se mais filhos seus forem mortos pelos terroristas libertados?
Quantos pais, dos dois lados da guerra, ainda terão que enterrar seus filhos?
Essa frase, dita por Abdel Hadi Ghnim - um dos 477 dos 1.000 presos palestinos trocados pelo israelense Gilat Shalit - dá a exata dimensão do problema que Israel poderá ter no futuro.
Abdel, em 1989, assumiu a direção de um ônibus lotado de israelenses e o jogou em um desfiladeiro. Como saldo da sua ação 16 pessoas morreram e outras 27 ficaram feridas.
Condenado a 16 prisões perpétuas, o agora libertado Abdel não dá o menor sinal de arrependimento, ao contrário, dá a entender que a luta irá continuar. Nem mesmo após ter sido salvo do atentado graças ao atendimento médico israelense.
O serviço de inteligência israelense - Shin Bet - estima que 60% dos militantes palestinos libertados voltarão ao terrorismo.
Fawzi Barhoun, porta voz da facção islâmica Hamas, sinaliza que existem mais 5.000 palestinos em prisões israelenses e que não irão dar trégua até todos serem libertados.
A que custo?
Fawsi acredita que resistir a ocupação é a missão, não importando os meios a serem empregados.
Se as estimativas do Shin Bet estiverem corretas, Israel terá contra si mais 400 experientes militantes palestinos prontos para novos atentados.
Qual será a reação do povo israelense se mais filhos seus forem mortos pelos terroristas libertados?
Quantos pais, dos dois lados da guerra, ainda terão que enterrar seus filhos?
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Primo da Siemens, culpado ou inocente?
Existe alguma coisa estranha, mas muito estranha mesmo, na demissão de Adilson Primo da presidência da filial brasileira da Siemens.
A alegada "decorrência da descoberta de uma grave contravenção das diretivas da Siemens na sede nacional", pinta de preto o imenso vazio, ou seja, tudo é possível e nada é explicado.
Imediatamente surgiu uma versão, não oficial, divulgada a exaustão por todos os meios de informação, que Primo teria desviado 7 milhões de euros da Siemens, entre 2005 e 2006, para uma conta pessoal na Europa.
Esse seria mesmo o motivo?
Sob a batuta de Primo na presidência, a Siemens viu seu faturamento crescer mais de quatro vezes. Seus trinta e cinco anos de trabalho na companhia, além da experiência adquirida, deram a Primo um nível de informações e conhecimentos como muito poucos conseguiram alcançar.
Seriam 7 milhões de euros suficientes para fazer com que Primo colocasse em risco sua posição e todos os anos de dedicação a Siemens?
Ora, 7 milhões de euros são 7 milhões de euros!
Mas o que representa essa quantia no bolso do mais alto executivo de uma multinacional brasileira?
Para ajudar no nosso raciocínio, vamos aos números.
Em 2009, somente dois dos maiores bancos brasileiros pagaram R$ 500 milhões para seus principais diretores a título de bônus.
Na Vivo, em 2010, o principal posto de comando da companhia recebia R$ 3,1 milhões por ano e seus diretores amealharam algo como R$ 2 milhões de bônus.
Na PDG, no mesmo ano, o bônus médio anual dos diretores foi mais de R$ 4 milhões.
Em 2010, segundo a Towers Watson, uma das maiores consultorias mundiais na área de recursos humanos, em pesquisa com 360 companhias em atividade no Brasil, sendo 82% multinacionais, a remuneração destinada aos seus principais executivos atingiu a marca de R$ 1,7 bilhões.
No comando da Siemens há mais de dez anos, acumulando ano a ano índices de crescimento excepcionais, com bônus condizentes ao desempenho alcançado, certamente não seriam 7 milhões de euros motivos suficientes para tirar Primo dos trilhos.
Qual seria o motivo então?
Desfalque, participação da Siemens em concorrências com uso de propinas, inveja pela projeção alcançada pelo profissional. Boatos surgem de todas as partes.
Primo, na sua mineirice de São Lourenço, fecha-se em copas. Talvez até na espera do rumo que a prosa irá tomar, como costumava ouvir pelos botecos de frente para o Parque das Águas, principal atração turística daquela agradável cidade da serra.
Esperando para falar ou para esquecer.
A alegada "decorrência da descoberta de uma grave contravenção das diretivas da Siemens na sede nacional", pinta de preto o imenso vazio, ou seja, tudo é possível e nada é explicado.
Imediatamente surgiu uma versão, não oficial, divulgada a exaustão por todos os meios de informação, que Primo teria desviado 7 milhões de euros da Siemens, entre 2005 e 2006, para uma conta pessoal na Europa.
Esse seria mesmo o motivo?
Sob a batuta de Primo na presidência, a Siemens viu seu faturamento crescer mais de quatro vezes. Seus trinta e cinco anos de trabalho na companhia, além da experiência adquirida, deram a Primo um nível de informações e conhecimentos como muito poucos conseguiram alcançar.
Seriam 7 milhões de euros suficientes para fazer com que Primo colocasse em risco sua posição e todos os anos de dedicação a Siemens?
Ora, 7 milhões de euros são 7 milhões de euros!
Mas o que representa essa quantia no bolso do mais alto executivo de uma multinacional brasileira?
Para ajudar no nosso raciocínio, vamos aos números.
Em 2009, somente dois dos maiores bancos brasileiros pagaram R$ 500 milhões para seus principais diretores a título de bônus.
Na Vivo, em 2010, o principal posto de comando da companhia recebia R$ 3,1 milhões por ano e seus diretores amealharam algo como R$ 2 milhões de bônus.
Na PDG, no mesmo ano, o bônus médio anual dos diretores foi mais de R$ 4 milhões.
Em 2010, segundo a Towers Watson, uma das maiores consultorias mundiais na área de recursos humanos, em pesquisa com 360 companhias em atividade no Brasil, sendo 82% multinacionais, a remuneração destinada aos seus principais executivos atingiu a marca de R$ 1,7 bilhões.
No comando da Siemens há mais de dez anos, acumulando ano a ano índices de crescimento excepcionais, com bônus condizentes ao desempenho alcançado, certamente não seriam 7 milhões de euros motivos suficientes para tirar Primo dos trilhos.
Qual seria o motivo então?
Desfalque, participação da Siemens em concorrências com uso de propinas, inveja pela projeção alcançada pelo profissional. Boatos surgem de todas as partes.
Primo, na sua mineirice de São Lourenço, fecha-se em copas. Talvez até na espera do rumo que a prosa irá tomar, como costumava ouvir pelos botecos de frente para o Parque das Águas, principal atração turística daquela agradável cidade da serra.
Esperando para falar ou para esquecer.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Mr. Steve "Disney" Jobs
Hoje, a cada milésimo de segundo, os veículos de informação e as redes sociais estão sendo tomadas de assalto por milhões de post, e mails e depoimentos sensibilizados de um contingente impressionante de fãs e adoradores de Steve Jobs.
Uma morte que apesar de estar aguardada por todos, provocou uma das maiores comoções digitais que a mídia já teve conhecimento.
O gênio inventivo, a inteligência aguçada, a capacidade infinita de se comunicar e o poder de traduzir os mais loucos sonhos digitais em realidade ao alcance dos dedos, fizeram de Steve Jobs, um ser tão próximo a todos e a vida de cada um, que passou a fazer parte da família.
Mas será que não existe um exagero grande nessa reação?
Afinal, Jobs era tão imprescindível assim? Suas criações foram tão decisivas para a vida de tantas pessoas? Qual é a razão de tanta loucura?
De repente me vejo criança. A data era 15 de dezembro de 1966 e eu ouvia inconformado o locutor da rádio informando que acabara de morrer Walter Elias Disney, Walt Disney.
Mas como era possível? pensava entre uma lágrima e um soluço. Como ele podia ter deixado órfãos milhares de crianças no mundo inteiro? Choravam o Mickey, Pato Donald e Pinóquio, Branca de Neve abraçava desesperada os Sete anões e a Cinderela se recusava a abandonar o seu castelo.
Seria o fim da magia que a cada história me transportava para um mundo de alegria e diversão? Todos esses amigos do imaginário iriam morrer também?
A recordação daquele momento traz a resposta as minhas indagações.
A semelhança entre as duas situações, mais do que a doença que levou os dois, reside exatamente no mundo que cada um deles criou ou possibilitou acessar.
Assim como aquela criança que fui, feliz por poder me transportar para o convívio dos meus personagens preferidos, os equipamentos criados por Jobs muito mais que facilitar a vida das empresas e das pessoas, permitiu com que cada um de nós pudéssemos nos transportar para um mundo de amigos em redes universais, um mundo em que nos tornarmos personagens da nossa própria história.
Hoje, para tristeza de todos, Branca de Neve e a maça estão unidas em mais uma história.
Vamos esperar a chegada de um novo príncipe para mais uma vez acordar cada menina e menino que existe dentro de nós.
Uma morte que apesar de estar aguardada por todos, provocou uma das maiores comoções digitais que a mídia já teve conhecimento.
O gênio inventivo, a inteligência aguçada, a capacidade infinita de se comunicar e o poder de traduzir os mais loucos sonhos digitais em realidade ao alcance dos dedos, fizeram de Steve Jobs, um ser tão próximo a todos e a vida de cada um, que passou a fazer parte da família.
Mas será que não existe um exagero grande nessa reação?
Afinal, Jobs era tão imprescindível assim? Suas criações foram tão decisivas para a vida de tantas pessoas? Qual é a razão de tanta loucura?
De repente me vejo criança. A data era 15 de dezembro de 1966 e eu ouvia inconformado o locutor da rádio informando que acabara de morrer Walter Elias Disney, Walt Disney.
Mas como era possível? pensava entre uma lágrima e um soluço. Como ele podia ter deixado órfãos milhares de crianças no mundo inteiro? Choravam o Mickey, Pato Donald e Pinóquio, Branca de Neve abraçava desesperada os Sete anões e a Cinderela se recusava a abandonar o seu castelo.
Seria o fim da magia que a cada história me transportava para um mundo de alegria e diversão? Todos esses amigos do imaginário iriam morrer também?
A recordação daquele momento traz a resposta as minhas indagações.
A semelhança entre as duas situações, mais do que a doença que levou os dois, reside exatamente no mundo que cada um deles criou ou possibilitou acessar.
Assim como aquela criança que fui, feliz por poder me transportar para o convívio dos meus personagens preferidos, os equipamentos criados por Jobs muito mais que facilitar a vida das empresas e das pessoas, permitiu com que cada um de nós pudéssemos nos transportar para um mundo de amigos em redes universais, um mundo em que nos tornarmos personagens da nossa própria história.
Hoje, para tristeza de todos, Branca de Neve e a maça estão unidas em mais uma história.
Vamos esperar a chegada de um novo príncipe para mais uma vez acordar cada menina e menino que existe dentro de nós.
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