A ansiedade era enorme, afinal, o tão aguardado convidado estava para chegar.
Como em um balé mágico, cada um dos presentes procurava naquela agitação dos acertos finais, o seu exato lugar
na festa, para que tudo corresse dentro do que fora previamente combinado.
Um velho coronel, vestido com um terno de linho branco e chapéu de abas largas, ainda acreditando em um poder a muito
perdido, bradava ordens de comando não obedecidas, enquanto procurava por todo o salão a sua mulher Maria Teresa.
No canto do bar, em seu enésimo uísque, um sujeito completamente entorpecido pela bebida, respondia a todos
que o chamavam de bêbado “...sou, mas quem não é?”
Em uma das muitas rodas de amigos formadas pelo local, avistava-se um senhor com um óculos de grau que possuía uma só das lentes
escura, como se fosse um tapa olho. Em voz alta, coisa que acentuava ainda mais o seu sotaque nordestino, contava para todos como
havia capturado uma onça feroz usando somente a força do seu pensamento, coisa prontamente confirmada pela esposa Terta, sua
fiel testemunha.
Uma senhora com um chapéu e luvas brancas rendilhadas, sentada em uma das poltronas, falava ao telefone com ares de segredo.
O comentário que corria pela festa é que ela estava falando com alguém importante de Brasília
Certamente não seria com o deputado, que com um bigode que mais parecia uma vassoura de piaçava, reclamava de todas as pessoas
humildes que o procuravam para fazer algum pedido, afirmando que para ele todos os pobres deveriam explodir.
Celebridade como convém a todo grande evento, não faltavam.
Um provável galã de novelas mexicanas, com uma inenarrável redinha a prender seus cabelos e um blazer que mais
parecia um robe de cetim, aborrecido por alguma pergunta feita pela entrevistadora de uma televisão, gritava para que
todos pudessem ouvir, “Eu não garavo mais!”
As atenções da imprensa logo se voltaram para mais um “famoso”, que vestindo um surrado agasalho esportivo, com uma bola
de futebol murcha embaixo do braço, insistia em afirmar que só estava esperando a convocação do Mano para se integrar a equipe
da seleção brasileira.
Enquanto isso, desfilando entre os convidados com um enorme crachá prateado pendurado no pescoço, um rapaz dentuço buscava seduzir
as mulheres presentes dizendo-se poderoso e amigo da “diretoria”.
No palco, um grupo de artistas com imensas cabeleiras e vestidos à la tropicália, cantavam uma música com um refrão esquisito, qualquer coisa
como ....vou batê pra tu batê, pra tu batê.
Observando ao longe, um velho negro com cabelos brancos encaracolados como se fossem nuvens, afasta dos lábios seu
cachimbo de madeira e sorri ao ver o esforço de um garçom fanho, com um bigodinho pequeno e fino, tentando explicar a um convidado
qual seria o cardápio.
Repentinamente as luzes se apagam e a música para. Silêncio.
O facho de um canhão de luz é dirigido para a porta principal do salão que se abre para deixar o convidado entrar.
Ele chegara!
Caminhando vagarosamente, como a querer saborear cada segundo da sua homenagem, o velho mestre encaminha-se ao
centro do salão.
A cabeleira ainda é toda branca, as rugas ainda desenham o seu rosto, como se quisessem perpetuar a história de toda a sua vida.
O terno - o mesmo - puído por anos de lavar e tornar a vestir. A gravata, que um dia fora encarnada, e que agora o tempo se incumbira de rosar.
Mas alguma coisa estava diferente.
As dores de coluna que por tantos anos lhe incomodaram haviam desaparecido. A tosse, cultivada a pó de giz durante uma vida inteira, não se
fazia presente. Suas pernas enfraquecidas haviam adquirido força nova. Caminhar já não era mais um sacrifício, a ligeireza havia voltado. Parecia
pronto para correr novamente pelas caatingas do seu nordeste, quem sabe até voltar a jogar futebol, no ataque do seu Vasco, quem sabe.
Olhando á sua volta reconhece a cada um dos seus filhos. Recorda o sofrimento e a alegria de cada criação. Cada um, um pedaço dele próprio.
Mãos o levantam e carregado em triunfo é conduzido ao palco. Ali sempre fora a sua casa, sua vida, sua fé.
As luzes não o impedem de enxergar a todos. Consegue avistar seus antigos companheiros, pessoas que tanto ajudou, mas que sempre souberam retribuir
cada gesto de carinho.
Convoca-os ao palco, chamando cada um pelo nome.
Enxuga a lágrima teimosa que insistia em cair e com a habitual voz rouca dá o comando.
- Senhores, ao trabalho! Vamos lá que aqui o Chefe não gosta de atrasos.
Nós, aqui na Terra ficamos órfãos, mas tenho a certeza que o Céu ficou um lugar muito, mas muito mais feliz de se viver!
segunda-feira, 26 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
O Brasil e a Copa do Mundo
Segundo pessoas muito bem informadas sobre o andamento das obras de
infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014, o Brasil deverá
cumprir todas as etapas do planejamento exigido, com restrições
e “adequações”, infelizmente tão comuns em terras brasileiras.
Dos 12 estádios prometidos 9 ou 10 deverão estar completamente prontos e com
padrão internacional, para não ficar devendo nada aos mais modernos do mundo.
Os restantes 2 ou 3 com certeza ficarão pelo caminho.
Quanto aos aeroportos e vias de acesso o “buraco é mais embaixo”. Provavelmente
nem metade do prometido será entregue.
Claro que o plano b já está traçado. Aviões internacionais com códigos de
preferência para o pouso, as vias de acesso aos estádios em sentido único para ida e volta,
tudo para passar a sensação para os turistas que todos os nossos problemas de transporte foram brilhantemente resolvidos
Agora, se mesmo assim o trânsito não aliviar, restará sempre o recurso de decretarmos feriado nacional nos dias de jogos.
Afinal, esse é ou não é o país do futebol?
infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014, o Brasil deverá
cumprir todas as etapas do planejamento exigido, com restrições
e “adequações”, infelizmente tão comuns em terras brasileiras.
Dos 12 estádios prometidos 9 ou 10 deverão estar completamente prontos e com
padrão internacional, para não ficar devendo nada aos mais modernos do mundo.
Os restantes 2 ou 3 com certeza ficarão pelo caminho.
Quanto aos aeroportos e vias de acesso o “buraco é mais embaixo”. Provavelmente
nem metade do prometido será entregue.
Claro que o plano b já está traçado. Aviões internacionais com códigos de
preferência para o pouso, as vias de acesso aos estádios em sentido único para ida e volta,
tudo para passar a sensação para os turistas que todos os nossos problemas de transporte foram brilhantemente resolvidos
Agora, se mesmo assim o trânsito não aliviar, restará sempre o recurso de decretarmos feriado nacional nos dias de jogos.
Afinal, esse é ou não é o país do futebol?
sexta-feira, 9 de março de 2012
Caminhão ou Com a Minha Não
Será que é muito difícil entender que a população de São Paulo não tem mais como conviver com os índices de congestionamentos atuais?
Que a infraestrura urbana da cidade não tem como acompanhar a insana produção da indústria automobilística?
Que não bastam os investimentos (minguados) públicos, sem a conscientização de cada um de nós?
Que algumas profissões deverão ser repensadas em horários e caminhos alternativos?
Afinal, 56% de redução no índice de congestionamento no horário de pico ontem a tarde, foi coisa de cinema.... antigo, do tempo era uma vez uma Marginal do Tiête!
Que a infraestrura urbana da cidade não tem como acompanhar a insana produção da indústria automobilística?
Que não bastam os investimentos (minguados) públicos, sem a conscientização de cada um de nós?
Que algumas profissões deverão ser repensadas em horários e caminhos alternativos?
Afinal, 56% de redução no índice de congestionamento no horário de pico ontem a tarde, foi coisa de cinema.... antigo, do tempo era uma vez uma Marginal do Tiête!
Um ano da tragedia
Segunda feira próxima, 12 de março de 2012, a terrível tragédia que devastou toda a costa nordeste do Japão completará um ano.
O terremoto seguido do tsunami, além de criar uma crise atômica e ceifar milhares de vidas, praticamente reduziu a pó toda a infraestrutura das cidades atingidas.
Apesar de ainda terem em suas mãos o enorme problema de todo o entulho gerado, os japoneses nesse um ano praticamente reconstruíram grande parte do que foi destruído. Um exemplo maravilhoso de determinação, trabalho, vontade política e consciência coletiva.
Caso o mesmo tivesse ocorrido no Brasil, após um ano, as nossas autoridades ainda estariam discutindo as regras da licitação para a escolha da empreiteira encarregada da reconstrução.
O terremoto seguido do tsunami, além de criar uma crise atômica e ceifar milhares de vidas, praticamente reduziu a pó toda a infraestrutura das cidades atingidas.
Apesar de ainda terem em suas mãos o enorme problema de todo o entulho gerado, os japoneses nesse um ano praticamente reconstruíram grande parte do que foi destruído. Um exemplo maravilhoso de determinação, trabalho, vontade política e consciência coletiva.
Caso o mesmo tivesse ocorrido no Brasil, após um ano, as nossas autoridades ainda estariam discutindo as regras da licitação para a escolha da empreiteira encarregada da reconstrução.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Isola del Giglio - Bandido e Heroi
Qual terá sido a verdadeira intenção do capitão do Costa Concórdia, Francesco Schettino, ao passar com seu navio, de uma maneira tão imprudente, tão perto da costa italiana e da Ilha de Giglio?
Teria se rendido ao canto das sereias que habitavam as ilhas da Antiguidade nas histórias de Homero? Fazer um trajeto que nenhum outro comandante havia feito? Mostrar a sua superioridade ao desdenhar qualquer risco possível, confiando em toda a tecnologia a sua disposição?
Não deveria Schettino tomar a mesma atitude de Ulisses, que aconselhado pela deusa Circe, tampou os ouvidos e amarrou- se junto com seus homens aos mastros do navio para não serem seduzidos pelo canto mortal?
Na conhecida história de Homero, as sereias e seus cantos representavam a emoção se sobrepondo a razão, a magia que afastava os seres humanos da prudência, mãe de todas as virtudes.
Imprudência, excesso de confiança, desvario?
A imprensa corre atrás das respostas. Nas redes sociais as pessoas postam seus "achismos" como se fossem os mais experimentados engenheiros navais. Uma profusão de análises, gráficos e estudos são disponibilizados para a opinião pública.
Ao contrário do navio Costa Concórdia, a verdade vira a tona.
Por enquanto a história já tem seu bandido e seu herói.
O que se apressa em buscar sua salvação, contrariando o que se espera de um bom capitão, abandonando o navio no primeiro bote e, o verdadeiro herói, Manrico Giampedroni - chefe dos comissários - que foi resgatado 36 horas depois, com a perna fraturada, que segundo relatos participou de ativamente no auxílio e socorro de todos os passageiros.
Que todas as causas sejam apuradas com equilibrio e isenção. Que a lição seja aprendida. Que o conforto chegue a todos os corações que viveram essa experiência tão infeliz.
Que a Ilha do Giglio (Ilha dos Lírios) consiga voltar a sua normalidade, guardiã da costa de uma das mais belas regiões da Itália, a Toscana.
Teria se rendido ao canto das sereias que habitavam as ilhas da Antiguidade nas histórias de Homero? Fazer um trajeto que nenhum outro comandante havia feito? Mostrar a sua superioridade ao desdenhar qualquer risco possível, confiando em toda a tecnologia a sua disposição?
Não deveria Schettino tomar a mesma atitude de Ulisses, que aconselhado pela deusa Circe, tampou os ouvidos e amarrou- se junto com seus homens aos mastros do navio para não serem seduzidos pelo canto mortal?
Na conhecida história de Homero, as sereias e seus cantos representavam a emoção se sobrepondo a razão, a magia que afastava os seres humanos da prudência, mãe de todas as virtudes.
Imprudência, excesso de confiança, desvario?
A imprensa corre atrás das respostas. Nas redes sociais as pessoas postam seus "achismos" como se fossem os mais experimentados engenheiros navais. Uma profusão de análises, gráficos e estudos são disponibilizados para a opinião pública.
Ao contrário do navio Costa Concórdia, a verdade vira a tona.
Por enquanto a história já tem seu bandido e seu herói.
O que se apressa em buscar sua salvação, contrariando o que se espera de um bom capitão, abandonando o navio no primeiro bote e, o verdadeiro herói, Manrico Giampedroni - chefe dos comissários - que foi resgatado 36 horas depois, com a perna fraturada, que segundo relatos participou de ativamente no auxílio e socorro de todos os passageiros.
Que todas as causas sejam apuradas com equilibrio e isenção. Que a lição seja aprendida. Que o conforto chegue a todos os corações que viveram essa experiência tão infeliz.
Que a Ilha do Giglio (Ilha dos Lírios) consiga voltar a sua normalidade, guardiã da costa de uma das mais belas regiões da Itália, a Toscana.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
As lições de uma derrota
Desta vez vamos falar de futebol, o fálico orgulho nacional, o brio e afirmação da grande maioria dos brasileiros.
Claro, o tema predominante é a queda do Santos diante do poderosíssimo time do Barcelona, ou talvez para cutucar um pouco mais a nossa vaidade, do argentino Messi.
Porem precisamos colocar as coisas nos devidos lugares e buscar a perspectiva correta dos acontecimentos.
Que o Barcelona é uma máquina mágica de jogar futebol não existe nenhuma dúvida. Que o Messi é o maior jogador (de clube) do futebol mundial atual, também não. De clube sim, pois, Messi jamais conseguiu repetir o seu futebol-maravilha na seleção argentina. Tenho minhas dúvidas se um dia conseguirá fazê-lo.
Nesse mister, na Argentina, somente um, Maradona, esse sim um incomparável.
Voltando ao Santos, a equipe que disputou a final com o Barça, independentemente da enorme capacidade de jogar futebol de Neymar, está muito longe de representar o futebol brasileiro.
Muitos dirão, não foram eles campeões da Libertadores, credenciando-se para essa disputa final?
Foram sim, é verdade. Mas o time que disputou a Libertadores, ao contrário da equipe do Barcelona, sofreu grandes transformações em relação ao campeão da etapa sulamericana da competição.
Dois jogadores importantes taticamente para a conquista da Libertadores foram embora. Zé Eduardo seguiu para o Genoa e Maikon Leite voltou para o Palmeiras.
Elano, após a recuperação de uma contusão complicada, não mais conseguiu repetir o seu eficiente futebol.
E o Ganso, esse já é um caso à parte.
A culpa, nesse caso, já não pode nem ser atribuída à grave contusão sofrida. O Ganso, que hoje entra nos gramados para defender as cores santistas, já abandonou internamente a camisa do Santos há muito tempo.
O time que entrou em campo para disputar a final com o Barcelona foi o décimo colocado no Campeonato Brasileiro, recém vencido pelo Corinthians.
Somou 15 derrotas na competição, perdendo para equipes como Figueirense e o Atlético Goiano, que apesar de não ter feito 4 gols como o Barça, venceu por 2 x 0 aos santistas.
O Santos perdeu até do Atlético do Paraná, time que acabou sendo rebaixado no campeonato brasileiro.
Posto isso, acredito que a verdadeira lição que podemos aprender com essa final é que uma grande equipe não se faz da noite para o dia. É preciso planejamento, persistência e muito, mas muito comprometimento.
Afinal, até para se fazer mágica é necessário treinar, repetir até a exaustão o mesmo truque.
Claro, o tema predominante é a queda do Santos diante do poderosíssimo time do Barcelona, ou talvez para cutucar um pouco mais a nossa vaidade, do argentino Messi.
Porem precisamos colocar as coisas nos devidos lugares e buscar a perspectiva correta dos acontecimentos.
Que o Barcelona é uma máquina mágica de jogar futebol não existe nenhuma dúvida. Que o Messi é o maior jogador (de clube) do futebol mundial atual, também não. De clube sim, pois, Messi jamais conseguiu repetir o seu futebol-maravilha na seleção argentina. Tenho minhas dúvidas se um dia conseguirá fazê-lo.
Nesse mister, na Argentina, somente um, Maradona, esse sim um incomparável.
Voltando ao Santos, a equipe que disputou a final com o Barça, independentemente da enorme capacidade de jogar futebol de Neymar, está muito longe de representar o futebol brasileiro.
Muitos dirão, não foram eles campeões da Libertadores, credenciando-se para essa disputa final?
Foram sim, é verdade. Mas o time que disputou a Libertadores, ao contrário da equipe do Barcelona, sofreu grandes transformações em relação ao campeão da etapa sulamericana da competição.
Dois jogadores importantes taticamente para a conquista da Libertadores foram embora. Zé Eduardo seguiu para o Genoa e Maikon Leite voltou para o Palmeiras.
Elano, após a recuperação de uma contusão complicada, não mais conseguiu repetir o seu eficiente futebol.
E o Ganso, esse já é um caso à parte.
A culpa, nesse caso, já não pode nem ser atribuída à grave contusão sofrida. O Ganso, que hoje entra nos gramados para defender as cores santistas, já abandonou internamente a camisa do Santos há muito tempo.
O time que entrou em campo para disputar a final com o Barcelona foi o décimo colocado no Campeonato Brasileiro, recém vencido pelo Corinthians.
Somou 15 derrotas na competição, perdendo para equipes como Figueirense e o Atlético Goiano, que apesar de não ter feito 4 gols como o Barça, venceu por 2 x 0 aos santistas.
O Santos perdeu até do Atlético do Paraná, time que acabou sendo rebaixado no campeonato brasileiro.
Posto isso, acredito que a verdadeira lição que podemos aprender com essa final é que uma grande equipe não se faz da noite para o dia. É preciso planejamento, persistência e muito, mas muito comprometimento.
Afinal, até para se fazer mágica é necessário treinar, repetir até a exaustão o mesmo truque.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Estacionar ou não estacionar, eis a questão?
Agora que as férias de final de ano vão tomando conta do cenário das grandes cidades, modificando as exigências de fluidez do trânsito urbano, é um bom momento para se refletir sobre os distúrbios provocados a esse mesmo trânsito, nos horários de entrada e saída das aulas, pelas principais escolas particulares brasileiras.
Como a quase totalidade delas não dispõe de um recuo ou estacionamento para o embarque e desembarque de seus alunos, acabam se apropriando da via pública, que após a sinalização devida, acaba se transformando em faixa exclusiva dos clientes daqueles estabelecimentos.
Assim, com benefício de uma pequena parcela da população, que tem como escusa a segurança das crianças, um enorme transtorno é gerado para a grande maioria dos usuários daquelas vias.
Ora, não deveriam as leis e as normas de convivência e conduta ter como meta a segurança e o bem estar da maioria?
As escolas, assim como qualquer outro tipo de estabelecimento ou negócio, não precisam de alvará de funcionamento?
As escolas, assim como qualquer outro tipo de estabelecimento ou negócio, não precisam adequar as suas instalações ao tipo de serviço a ser prestado?
Sob a imparcialidade absoluta da lei, qual é a diferença que existe em um bar que ocupa a calçada em frente ao seu negócio e a escola que toma conta do chamado leito carroçável?
O fato de não se expor as crianças ao risco de acidentes e possíveis atropelamentos não é desculpa pelo abuso.
A melhor maneira de protegê-las, assim como aos seus pais e responsáveis, seria só liberar os alvarás de funcionamento á escolas que tenham equacionado, dentro dos seus próprios limites, a questão do embarque e desembarque.
As escolas particulares são um negócio, aliás, extremamente rentáveis, portanto devem ser regidas pelas mesmas regras aplicáveis a qualquer outro comércio.
Senão, estaremos correndo o risco de reforçar o ensinamento mais comum as nossas crianças, de que perante a lei todos somos iguais, só que alguns são mais iguais que os outros....
Como a quase totalidade delas não dispõe de um recuo ou estacionamento para o embarque e desembarque de seus alunos, acabam se apropriando da via pública, que após a sinalização devida, acaba se transformando em faixa exclusiva dos clientes daqueles estabelecimentos.
Assim, com benefício de uma pequena parcela da população, que tem como escusa a segurança das crianças, um enorme transtorno é gerado para a grande maioria dos usuários daquelas vias.
Ora, não deveriam as leis e as normas de convivência e conduta ter como meta a segurança e o bem estar da maioria?
As escolas, assim como qualquer outro tipo de estabelecimento ou negócio, não precisam de alvará de funcionamento?
As escolas, assim como qualquer outro tipo de estabelecimento ou negócio, não precisam adequar as suas instalações ao tipo de serviço a ser prestado?
Sob a imparcialidade absoluta da lei, qual é a diferença que existe em um bar que ocupa a calçada em frente ao seu negócio e a escola que toma conta do chamado leito carroçável?
O fato de não se expor as crianças ao risco de acidentes e possíveis atropelamentos não é desculpa pelo abuso.
A melhor maneira de protegê-las, assim como aos seus pais e responsáveis, seria só liberar os alvarás de funcionamento á escolas que tenham equacionado, dentro dos seus próprios limites, a questão do embarque e desembarque.
As escolas particulares são um negócio, aliás, extremamente rentáveis, portanto devem ser regidas pelas mesmas regras aplicáveis a qualquer outro comércio.
Senão, estaremos correndo o risco de reforçar o ensinamento mais comum as nossas crianças, de que perante a lei todos somos iguais, só que alguns são mais iguais que os outros....
Assinar:
Postagens (Atom)
