Se tem alguém que está precisando com urgência de um "banho" de valores e princípios, é o nosso Senado e seus representantes. Provavelmente, até de uma assessoria de marketing e comunicação, que reescreva - no caso de existir um, o código de ética da casa.
Conchavos, acertos, protecionismo, desvio de verbas, atos secretos, tráfego de influência, nepotismo, subserviência ao poder executivo, pizzas e maracutaias; uma sucessão infinda de desrespeitos as leis e aos eleitores, que entregam seus mandatos, na esperança de serem bem representados.
Como se tudo isso não bastasse, agora resolveram partir para o escracho total, com comportamentos que transformam nosso Senado, em cenário burlesco de um clube de quinta categoria.
Invadido por equipes de programas humorísticos da televisão, o Senado dá uma demonstração explícita de tudo aquilo que deveria evitar.
Deputados e senadores comportando-se como personagens do grande "Circo Brasil" que a casa se transformou.
Por vezes demonstrando o total desconhecimento dos principais temas nacionais, como respostas dignas da "escolinha do profesor raimundo", em outras, ensaiando passos de sedução com apresentadoras vestidas em trajes muito curtos.
Resolveram aderir de tal forma ao espírito desses programas, que passam de entrevistados à atores da própria pantomina.
A superação absoluta foi vermos um senador, com a história de vida e luta como Suplicy, desfilar pelos corredores do Senado, vestindo uma cueca vermelha por sobre o terno, em uma demonstração deprimente de quão sem limites vive a casa.
_" Avisei que poderia dar problema, mas ela insistiu!" - foi a desculpa de Suplicy para ter cedido a provocação de Sabrina Sato, apresentadora da RedeTV,que como todos sabem, tem em outra parte do corpo - que não o cérebro, seu maior atributo.
Não adiantou suspender a exibição do programa. A foto de Suplicy de cuecas, com a ampla cobertura dos jornalistas e fotógrafos que lá estavam, ganhou a mídia internacional, expondo o Brasil a chacota do mundo.
O "surto" de Suplicy coloca novamente uma questão no ar.
Até quando o povo brasileiro irá aguentar? Qual é o limite para aceitar tanto desrespeito com o nosso voto?
Mais uma vez a nossa dignidade é afrontada por uma cueca.
Se antes foram os dólares escondidos, agora é o descaramento em rede nacional.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O Senado está de cuecas
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Sarney e a sua "redação"....
A cada dia que passa, José Sarney mais se envolve na barafunda das suas explicações e frases descabidas.
Ao responder essa semana no Senado, as acusações de compra de apartamentos em São Paulo, saiu-se com a seguinte pérola: " nem eu nem meus colegas senadores devemos explicações sobre compra de qualquer coisa que usemos na vida".
Vindo de uma pessoa pública, representante do povo, essa frase gera perplexidade em qualquer eleitor razoavelmente informado.
É do conhecimento de todos no Senado, que Sarney contratou uma equipe de quinze jornalistas, para fazer frente ao que ele chama "campanha infame e mal intencionada da mídia".
Pois bem, essa "quase redação", ou não está conseguindo controlar as atitudes do senador,ou não está executando o seu trabalho com a devida competência.
Todas as respostas de Sarney, ao invés de apagar, só tem colocado mais lenha na fogueira.
Por mais que possa nos parecer líquida e certa a associação da família Sarney com a construtora Holdenn - que tem conseguido contratos do governo na área que Sarney possui notável ingerência, até agora nenhum documento apresentado é prova cabal para condenar Sarney.
Não provam a propriedade do senador.
O filho tem a cara do pai, o gênio do pai, o jeito do pai. Mas se não for apresentado junto com o exame de DNA, nenhum juiz vai conceder a paternidade.
Seria muito mais simples para José Sarney, exigir o que qualquer pessoa acusada de algum crime exige: que seja provada a culpa. Claro e simples.
Ou como diria a ministra Dilma e o presidente Lula - que seja mostrada a agenda!
Ao responder essa semana no Senado, as acusações de compra de apartamentos em São Paulo, saiu-se com a seguinte pérola: " nem eu nem meus colegas senadores devemos explicações sobre compra de qualquer coisa que usemos na vida".
Vindo de uma pessoa pública, representante do povo, essa frase gera perplexidade em qualquer eleitor razoavelmente informado.
É do conhecimento de todos no Senado, que Sarney contratou uma equipe de quinze jornalistas, para fazer frente ao que ele chama "campanha infame e mal intencionada da mídia".
Pois bem, essa "quase redação", ou não está conseguindo controlar as atitudes do senador,ou não está executando o seu trabalho com a devida competência.
Todas as respostas de Sarney, ao invés de apagar, só tem colocado mais lenha na fogueira.
Por mais que possa nos parecer líquida e certa a associação da família Sarney com a construtora Holdenn - que tem conseguido contratos do governo na área que Sarney possui notável ingerência, até agora nenhum documento apresentado é prova cabal para condenar Sarney.
Não provam a propriedade do senador.
O filho tem a cara do pai, o gênio do pai, o jeito do pai. Mas se não for apresentado junto com o exame de DNA, nenhum juiz vai conceder a paternidade.
Seria muito mais simples para José Sarney, exigir o que qualquer pessoa acusada de algum crime exige: que seja provada a culpa. Claro e simples.
Ou como diria a ministra Dilma e o presidente Lula - que seja mostrada a agenda!
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