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terça-feira, 25 de agosto de 2009

E agora, Aloísio.....

Senador Aloísio Mercadante, que confusão você se meteu!

Decisão tomada , a permanência na liderança do partido, conversa de pé de orelha com o presidente, um companheiro de mais de 30 anos como você mesmo discursou. Será?
Senão vejamos.

Primeiro, a atitude de se opor as diretrizes do partido, ao discursar contra o arquivamento dos processos de Sarney, ao mesmo tempo que agradava uma ala dissidente do PT, colocava contra a sua pessoa todos os membros fieis às ordens partidárias.

Depois foi a revogação do irrevogável. Com isso, quem estava a favor ficou contra. Já quem estava contra, não se unirá mais em torno de sua provável candidatura.
No primeiro caso, dava uma demonstração inequívoca de que ainda existia nos quadros do PT, pessoas com a sensibilidade necessária para representar os interesses da grande maioria da população brasileira.Poderia até, em caso extremo, abandonar as fileiras do partido, sendo recebido como herói pelos partidos da oposição. E o que melhor, em paz com a sua consciência.

Com a atitude tomada, certamente tornou suas chances de ser eleito candidato pelo PT a reeleição muito pequenas. Como também tornou difícil sua aceitação por um outro partido de expressão. Afinal, a fraqueza demonstrada pela sua rendição, deixa no ar um certo aroma de covardia.
Dizer que é um soldado do partido, que não abandona um companheiro na luta, são expressões que soam um pouco antigas e sem sentido nesse caso.

Escolher um partido é comungar ideais. Se os ideais se tornam divergentes, ou usamos o nosso peso político para que o partido retorne ao caminho certo, ou partimos em busca de um novo espaço de trabalho.
Fidelidade é uma avenida de duas mãos.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Marina, uma consciência ética..

A saída da senadora Marina Silva do PT, dá uma demonstração irrefutável de que ainda existe luz no fim do túnel.
Ética, correta, sem intrigas ou acusações, Marina sai deixando claro que os caminhos escolhidos pelo PT, não são os mesmos que ela quer percorrer.
Fundadora do partido, integrante de lutas desde a sua origem, Marina talvez tenha chegado ao limite entre a emoção e a razão, ou melhor, a consciência.
Sempre participativa, teve seu trabalho, à frente do Ministério do Meio Ambiente, muito pouco apoiado pelo governo e pelos próprios integrantes do seu partido.
Todas as manobras do governo e do PT para proteger a candidatura da ministra Dilma a presidência, construindo acordos inaceitáveis até para alguns membros do próprio partido, acrescentaram a gota de água que faltava.
Provavelmente outras baixas serão acrescentadas nas fileiras do PT. Quem sabe os senadores Tião e Jorge Viana, tão amigos de Marina.
Flávio Arns já declarou na Comissão de Ética que está se retirando do partido - aliás, essa Comissão pode ser tudo, menos ética.
A situação de Aloísio Mercadante também é muito incomoda. As posições por ele defendidas - contrárias as determinações do PT, levaram-no a renunciar a liderança do partido. Após uma conversa de "pé de orelha" com Lula, ele voltou atrás, permanecendo na liderança. Essa atitude pode afastá-lo da candidatura para a reeleição em 2.010.
Do outro lado do balcão, no quesito ética, a oposição também recebeu uma nota baixa.
O PSDB aceitou rápido o acordo para arquivar o processo contra o senador e líder do partido Arthur Virgílio.
Perdeu uma grande oportunidade de exigir a total apuração do caso, dando assim um exemplo de lisura na sua conduta.
Para quem almeja seguidores, os exemplos (bons) são sempre necessários.
Enquanto isso, continuamos a observar e conviver com a violência e desrespeitos a ética, moral e cidadania.
Vida longa a nossa morena Marina. Vida longa a Marina Silva!