As justificativas apresentadas por Luiz Carlos Trabuco - presidente do Bradesco, pelo fim das negociações com a Porto Seguro, demonstram o grande mal estar que paira na sede do banco em Osasco.
Mal agravado pelo poderoso rival Itaú Unibanco, que em mais um lance de rapidez, ousadia e oportunismo, fechou em poucas horas o acordo que o coloca (e a Porto Seguro), na segunda posição do mercado de seguros brasileiro. Perto, mas muito perto mesmo da liderança do Bradesco.
Segundo o ranking da Austin Rating, no acumulado até junho, em Negócios de Seguros, Previdência e Capitalização, 23,1% do mercado está nas mãos do Bradesco. Em 2º lugar, com 16,4% está o Itaú, que se somar os 6,5% de participação da Porto Seguro, eleva o resultado da operação à 22,9% do mercado. O Bradesco continua na frente por apenas 0,2% de vantagem.
O constrangimento de Trabuco deve ser ainda maior, levando-se em conta que a derrota aconteceu no terreno que ele mais domina. Antes de assumir o comando do banco, ocupou por vários anos a cadeira da presidência da Bradesco Seguros.
Explicar uma derrota é como explicar uma piada. por mais jeito que se tenha, sempre vai parecer sem graça.
Na verdade, a distância para o Itaú só tem aumentado nesses últimos tempos.
Mesmo o grande esforço de mídia feito pelo Banco do Brasil, para anunciar a retomada do 1º lugar entre os bancos no primeiro semestre, provavelmente não resistirá ao fechamento do balanço 2.009.
O provisionamento para créditos duvidosos lançados pelo Itaú em seu balanço semestral- muito superior ao do Banco do Brasil, deve ajudar os números no fechamento do ano e , por consequência, a volta ao primeiro posto.
Assim, as explicações do Bradesco nos fizeram lembrar uma antiga fábula de Esopo - A raposa e as uvas. A raposa após várias tentativas de alcançar as uvas, desistiu deixando uma resposta " eu não queria mesmo, elas estavam verdes...."
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Bradesco, olha as uvas Bradesco!
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
E agora, Aloísio.....
Senador Aloísio Mercadante, que confusão você se meteu!
Decisão tomada , a permanência na liderança do partido, conversa de pé de orelha com o presidente, um companheiro de mais de 30 anos como você mesmo discursou. Será?
Senão vejamos.
Primeiro, a atitude de se opor as diretrizes do partido, ao discursar contra o arquivamento dos processos de Sarney, ao mesmo tempo que agradava uma ala dissidente do PT, colocava contra a sua pessoa todos os membros fieis às ordens partidárias.
Depois foi a revogação do irrevogável. Com isso, quem estava a favor ficou contra. Já quem estava contra, não se unirá mais em torno de sua provável candidatura.
No primeiro caso, dava uma demonstração inequívoca de que ainda existia nos quadros do PT, pessoas com a sensibilidade necessária para representar os interesses da grande maioria da população brasileira.Poderia até, em caso extremo, abandonar as fileiras do partido, sendo recebido como herói pelos partidos da oposição. E o que melhor, em paz com a sua consciência.
Com a atitude tomada, certamente tornou suas chances de ser eleito candidato pelo PT a reeleição muito pequenas. Como também tornou difícil sua aceitação por um outro partido de expressão. Afinal, a fraqueza demonstrada pela sua rendição, deixa no ar um certo aroma de covardia.
Dizer que é um soldado do partido, que não abandona um companheiro na luta, são expressões que soam um pouco antigas e sem sentido nesse caso.
Decisão tomada , a permanência na liderança do partido, conversa de pé de orelha com o presidente, um companheiro de mais de 30 anos como você mesmo discursou. Será?
Senão vejamos.
Primeiro, a atitude de se opor as diretrizes do partido, ao discursar contra o arquivamento dos processos de Sarney, ao mesmo tempo que agradava uma ala dissidente do PT, colocava contra a sua pessoa todos os membros fieis às ordens partidárias.
Depois foi a revogação do irrevogável. Com isso, quem estava a favor ficou contra. Já quem estava contra, não se unirá mais em torno de sua provável candidatura.
No primeiro caso, dava uma demonstração inequívoca de que ainda existia nos quadros do PT, pessoas com a sensibilidade necessária para representar os interesses da grande maioria da população brasileira.Poderia até, em caso extremo, abandonar as fileiras do partido, sendo recebido como herói pelos partidos da oposição. E o que melhor, em paz com a sua consciência.
Com a atitude tomada, certamente tornou suas chances de ser eleito candidato pelo PT a reeleição muito pequenas. Como também tornou difícil sua aceitação por um outro partido de expressão. Afinal, a fraqueza demonstrada pela sua rendição, deixa no ar um certo aroma de covardia.
Dizer que é um soldado do partido, que não abandona um companheiro na luta, são expressões que soam um pouco antigas e sem sentido nesse caso.
Escolher um partido é comungar ideais. Se os ideais se tornam divergentes, ou usamos o nosso peso político para que o partido retorne ao caminho certo, ou partimos em busca de um novo espaço de trabalho.
Fidelidade é uma avenida de duas mãos.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Marina, uma consciência ética..
A saída da senadora Marina Silva do PT, dá uma demonstração irrefutável de que ainda existe luz no fim do túnel.
Ética, correta, sem intrigas ou acusações, Marina sai deixando claro que os caminhos escolhidos pelo PT, não são os mesmos que ela quer percorrer.
Fundadora do partido, integrante de lutas desde a sua origem, Marina talvez tenha chegado ao limite entre a emoção e a razão, ou melhor, a consciência.
Sempre participativa, teve seu trabalho, à frente do Ministério do Meio Ambiente, muito pouco apoiado pelo governo e pelos próprios integrantes do seu partido.
Todas as manobras do governo e do PT para proteger a candidatura da ministra Dilma a presidência, construindo acordos inaceitáveis até para alguns membros do próprio partido, acrescentaram a gota de água que faltava.
Provavelmente outras baixas serão acrescentadas nas fileiras do PT. Quem sabe os senadores Tião e Jorge Viana, tão amigos de Marina.
Flávio Arns já declarou na Comissão de Ética que está se retirando do partido - aliás, essa Comissão pode ser tudo, menos ética.
A situação de Aloísio Mercadante também é muito incomoda. As posições por ele defendidas - contrárias as determinações do PT, levaram-no a renunciar a liderança do partido. Após uma conversa de "pé de orelha" com Lula, ele voltou atrás, permanecendo na liderança. Essa atitude pode afastá-lo da candidatura para a reeleição em 2.010.
Do outro lado do balcão, no quesito ética, a oposição também recebeu uma nota baixa.
O PSDB aceitou rápido o acordo para arquivar o processo contra o senador e líder do partido Arthur Virgílio.
Perdeu uma grande oportunidade de exigir a total apuração do caso, dando assim um exemplo de lisura na sua conduta.
Para quem almeja seguidores, os exemplos (bons) são sempre necessários.
Enquanto isso, continuamos a observar e conviver com a violência e desrespeitos a ética, moral e cidadania.
Vida longa a nossa morena Marina. Vida longa a Marina Silva!
Ética, correta, sem intrigas ou acusações, Marina sai deixando claro que os caminhos escolhidos pelo PT, não são os mesmos que ela quer percorrer.
Fundadora do partido, integrante de lutas desde a sua origem, Marina talvez tenha chegado ao limite entre a emoção e a razão, ou melhor, a consciência.
Sempre participativa, teve seu trabalho, à frente do Ministério do Meio Ambiente, muito pouco apoiado pelo governo e pelos próprios integrantes do seu partido.
Todas as manobras do governo e do PT para proteger a candidatura da ministra Dilma a presidência, construindo acordos inaceitáveis até para alguns membros do próprio partido, acrescentaram a gota de água que faltava.
Provavelmente outras baixas serão acrescentadas nas fileiras do PT. Quem sabe os senadores Tião e Jorge Viana, tão amigos de Marina.
Flávio Arns já declarou na Comissão de Ética que está se retirando do partido - aliás, essa Comissão pode ser tudo, menos ética.
A situação de Aloísio Mercadante também é muito incomoda. As posições por ele defendidas - contrárias as determinações do PT, levaram-no a renunciar a liderança do partido. Após uma conversa de "pé de orelha" com Lula, ele voltou atrás, permanecendo na liderança. Essa atitude pode afastá-lo da candidatura para a reeleição em 2.010.
Do outro lado do balcão, no quesito ética, a oposição também recebeu uma nota baixa.
O PSDB aceitou rápido o acordo para arquivar o processo contra o senador e líder do partido Arthur Virgílio.
Perdeu uma grande oportunidade de exigir a total apuração do caso, dando assim um exemplo de lisura na sua conduta.
Para quem almeja seguidores, os exemplos (bons) são sempre necessários.
Enquanto isso, continuamos a observar e conviver com a violência e desrespeitos a ética, moral e cidadania.
Vida longa a nossa morena Marina. Vida longa a Marina Silva!
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
Plano de gaveta
A Telefônica, na sexta passada, apresentou o seu "novo" plano de investimentos.
Antonio Carlos Valente, presidente do grupo, entregou a Ronaldo Sardenberg - presidente da Anatel, o plano de emergência para ampliar a capacidade e a segurança da rede de banda larga Speedy.
Após quatro panes sucessivas, que garantiram a Telefônica a liderança absoluta nos índices de reclamações da Anatel e do Procon, apresenta agora um plano com cara de jantar requentado.
O plano terá suporte em um investimento de R$ 70 milhões, de um total de R$ 750 milhões já orçados para investimentos em 2.009 pelo grupo.
Prevê seu trabalho em três etapas, divididas em 30, 90 e 180 dias.
Somente á partir da segunda e terceira etapa, ou seja, entre três a seis meses, é que a Telefônica começara a ampliação da capacidade da rede.
Algumas perguntas permanecem sem resposta.
Qual é o tempo real, para que os atuais clientes tenham problemas resolvidos?
As medidas iniciais irão zerar as panes?
Caso a Anatel libere as vendas do Speedy , levando-se em conta que a ampliação real só começará dentro de 90 dias, a entrada de novos clientes não aumentará os problemas?
Com certeza o que não está bom piorará. Ou não?
Primeiro deve se construir as estradas, depois chamar os carros.
Como se expande o tráfego sem acertar a rede?
Olha o bispo aí de novo gente!!
Antonio Carlos Valente, presidente do grupo, entregou a Ronaldo Sardenberg - presidente da Anatel, o plano de emergência para ampliar a capacidade e a segurança da rede de banda larga Speedy.
Após quatro panes sucessivas, que garantiram a Telefônica a liderança absoluta nos índices de reclamações da Anatel e do Procon, apresenta agora um plano com cara de jantar requentado.
O plano terá suporte em um investimento de R$ 70 milhões, de um total de R$ 750 milhões já orçados para investimentos em 2.009 pelo grupo.
Prevê seu trabalho em três etapas, divididas em 30, 90 e 180 dias.
Somente á partir da segunda e terceira etapa, ou seja, entre três a seis meses, é que a Telefônica começara a ampliação da capacidade da rede.
Algumas perguntas permanecem sem resposta.
Qual é o tempo real, para que os atuais clientes tenham problemas resolvidos?
As medidas iniciais irão zerar as panes?
Caso a Anatel libere as vendas do Speedy , levando-se em conta que a ampliação real só começará dentro de 90 dias, a entrada de novos clientes não aumentará os problemas?
Com certeza o que não está bom piorará. Ou não?
Primeiro deve se construir as estradas, depois chamar os carros.
Como se expande o tráfego sem acertar a rede?
Olha o bispo aí de novo gente!!
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