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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Plano de gaveta

A Telefônica, na sexta passada, apresentou o seu "novo" plano de investimentos.
Antonio Carlos Valente, presidente do grupo, entregou a Ronaldo Sardenberg - presidente da Anatel, o plano de emergência para ampliar a capacidade e a segurança da rede de banda larga Speedy.
Após quatro panes sucessivas, que garantiram a Telefônica a liderança absoluta nos índices de reclamações da Anatel e do Procon, apresenta agora um plano com cara de jantar requentado.
O plano terá suporte em um investimento de R$ 70 milhões, de um total de R$ 750 milhões já orçados para investimentos em 2.009 pelo grupo.
Prevê seu trabalho em três etapas, divididas em 30, 90 e 180 dias.
Somente á partir da segunda e terceira etapa, ou seja, entre três a seis meses, é que a Telefônica começara a ampliação da capacidade da rede.
Algumas perguntas permanecem sem resposta.
Qual é o tempo real, para que os atuais clientes tenham problemas resolvidos?
As medidas iniciais irão zerar as panes?
Caso a Anatel libere as vendas do Speedy , levando-se em conta que a ampliação real só começará dentro de 90 dias, a entrada de novos clientes não aumentará os problemas?
Com certeza o que não está bom piorará. Ou não?
Primeiro deve se construir as estradas, depois chamar os carros.
Como se expande o tráfego sem acertar a rede?
Olha o bispo aí de novo gente!!

terça-feira, 23 de junho de 2009

O bispo da Anatel

Enfim apareceu o bispo!
A Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações vestiu a batina e partiu em nosso socorro.
Após quatro apagões que paralisaram a prestação de seus serviços, recebe a Telefônica a determinação de interromper a venda de novas assinaturas de seu serviço de banda larga - Speedy.
A Telefônica, que desde 1998 lidera o ranking de reclamações no Procon, tem agora 30 dias para apresentar a Anatel, um plano de garantia da qualidade de serviço de banda larga.
Mais do que nunca, é preciso que a Anatel tenha apoio total do governo federal nessa empreitada. É fundamental que o consumidor tenha seus direitos resguardados e seja respeitado.
Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica, faz menção ao governo e a agência reguladora,
que possíveis demissões estarão por vir.
Helio Costa, ministro das Comunicações "ensaia uma flexibilização", também conhecida como recuo.
Não pode, não deve!
Em uma época como a nossa, quando empresas e pessoas dependem da internet e dos telefones.
Quantos negócios deixaram de ser realizados? Quantos prejuízos foram contabilizados?
Como desculpa para as panes em sequência, Valente aponta que nos ultimos três anos, o numero de clientes dobrou e o trafego de informação cresceu 10 vezes. Ainda comenta: " nesse sentido, impedir a venda não é garantia que a coisa vá melhorar".
Ora, presidente! E continuando a venda, sem os devidos reparos, não vai piorar mais?
Faço uma proposta á Telefônica.
Durante esses 30 dias, faça uso secretamente do seu telemarketing, que para não cometer nenhuma injustiça, em nada difere de seus concorrentes. Tente resolver seus problemas como qualquer um de nós mortais.
Quantas vezes será que o pessoal da Telefônica iria ouvir de uma ou um atendente de telemarketing, frases como " sua reclamação está anotada, o senhor deve aguardar um contato nosso", ou talvez, "vou passar o problema para a minha supervisão"?
Quantos numeros de protocolos ela irá anotar, antes de não ter a sua solicitação atendida?
Isso tudo é claro, desde que a ligação não caia. Caso contrário ela terá que começar tudo de novo com o próximo atendente.
Vamos dar o devido respaldo a Anatel. Vamos transformar essa atitude em exemplo de conduta para cada concessionário público.
Precisamos ter a quem recorrer, a quem reclamar.
O que está faltando para o Brasil é bispo.