Translate

Mostrando postagens com marcador dinheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dinheiro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de março de 2010

Capitalizando o jogo.

Os títulos de capitalização fecharam o ano de 2009 com um resultado de R$ 10,1 bilhões, um crescimento de 12% sobre 2008.
Segundo Hélio Portocarrero, o diretor da FENACAP - Federação Nacional de Capitalização- "...o brasileiro adquiriu o hábito de guardar dinheiro por meio da capitalização".
Na verdade o hábito que o brasileiro não perdeu é o de jogar, de apostar.
Títulos de capitalização são títulos de crédito comercializados por empresas de capitalização, com foco na formação de capital, mas tendo um viés lotérico, com a inclusão de sorteios de prêmios. Ao final da aplicação o investidor recebe parte do seu dinheiro, acrescido dos reajustes.
O "diferencial" dos prêmios sorteados servem para encobrir as desvantagens do produto em relação a qualquer outra aplicação, perdendo até para as contas de poupança.
As chances de ser sorteado são menores que na loteria federal.
O banco responsável pelas títulos fica, em média, com 15% do valor aplicado, devolvendo somente 85% para o aplicador.
Na maioria dos planos os investidores não podem retirar o dinheiro antes do prazo
(normalmente um ano), com isso,os bancos auferem todos os juros do capital, repassando apenas uma menor parte na hora do resgate. A antecipação do resgate fora do prazo acertado gera uma penalidade de até 10% do valor aplicado.
Faça uma experiência. Quando o gerente do seu banco vier lhe oferecer um título de capitalização( eles sempre oferecem), pergunte qual será o rendimento anual sobre o capital investido. A próxima pergunta que você deve fazer é qual a taxa de juros anual cobrado pelo cheque especial. A diferença, somada aos 15% retido na aplicação, é quanto o banco estará ganhando com o seu dinheiro investido.
Para se ter uma idéia, a atual taxa de juro mensal do cheque especial é de 8,79%, ou seja, 174,74% ao ano.
Por mais absurdo que possa ser o resultado, os títulos não são ilegais. A midia está recheada dos anuncios da TeleSena, OuroCap e tantos outros. São regulados e administrados pela SUSEP - Superintendência Nacional de Seguros Privados, autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.
Caso você seja uma dessas pessoas que querem poupar, mas tenha uma compulsão enorme pelo jogo, a sugestão que fica é: coloque 85% do seu dinheiro na poupança e jogue os outros 15% na loteria federal.O seu ganho com certeza vai ser muito maior.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O exterminador.....

Parece que o famoso “jeitinho brasileiro”, passou a ser incorporado ao “way of life” californiano.
Arnoldo Schwarzenegger, governador da Califórnia, tornou pública
a situação de seu estado, que não tem mais dinheiro para pagar suas contas.
Para fazer frente às dívidas, Schwarzenegger lançou os IOU - títulos de reconhecimento de dívida, que serão usados para pagar todas as despesas correntes do governo.
Os IOU - são na verdade, os chamados "registered warrant",
que se tornaram conhecidos pela sigla IOU ou popularmente I Owe You ( Eu devo a Você).
Tradicionalmente sempre representaram um
reconhecimento de dívida e um compromisso de pagamento.
O mais inusitado no processo, é que os documentos emitidos agora,
não especificam data de quitação, ficando dependentes dos saldos de caixa do governo.
A recessão californiana é grave. Alguns economistas preveem que possa
durar mais até que a do próprio Estados Unidos.
A bolha do mercado imobiliário americano atingiu profundamente a California.
Mais da metade dos empregos gerados no estado, nos últimos anos, vinham desse setor.
Ao que tudo indica, Schwarzenegger vai viver dias de popularidade e "bilheteria" baixa.
Clint Eastwood, também ator e republicano, teve melhor sorte administrando a cidade californiana de Carmel.
Os inimigos das telas dos cinemas eram mais fáceis de enfrentar. Um efeito
especial aqui e outro ali, faziam com que hordas alienígenas fossem
dissolvidas pelos seus raios laser.
Schwarzenegger mudou o rumo da sua vida, buscando o reconhecimento
do político,talvez para que o ator, que tanto sucesso fez,
fosse definitivamente sepultado.
O cuidado agora é não retornar ao passado e voltar a ser conhecido por todos os californianos como o "Exterminador do Futuro".....

sexta-feira, 26 de junho de 2009

um bilhão somos nós

Um dado para estarrecer: somos 1 bilhão de pessoas passando fome no mundo.
Belíssima marca alcançada. Agora mais de 15% da população mundial não tem o que comer.
Nos países em desenvolvimento, 10% das crianças morrem antes de completar 5 anos.
A cada dia morrem 24.000 pessoas por causa da fome. No ano, 8.784.000.
É como se a cada ano, a cidade do México, Tóquio ou até mesmo uma Nova Iorque desaparecesse dizimada pela fome.
Em 1974, na Conferência Mundial sobre Alimentação, fixou-se como meta o ano de 1984 para acabar com a fome.
Hoje, 25anos depois da meta fixada, conseguimos atingir a casa do 1 bilhão.
Claro que não existe uma solução fácil, não é apenas uma questão de dinheiro, são vários os fatores: as guerras, cultura, educação, atitude e até investimento.
Para pensar...
De acordo com relatório da ONU para a Campanha pelas Metas do Milênio, as nações mais ricas doaram para países em desenvolvimento U$ 2 bilhões, nos ultimos 50 anos.
Ao mesmo tempo, em apenas 1 ano, os bancos e instituições financeiras receberam U$ 18 bilhões em ajuda pública.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento aponta, que os países pobres pagam U$ 100 milhões por dia em serviço da dívida para os países ricos.
Um terço desse pagamento já significaria U$ 12 bilhões por ano na luta pela erradicação da fome no mundo.
Precisamos parar de ver esse problema pelo lado inverso da luneta.
A pobreza e a miséria não são um programa de televisão, que nos inquieta e trocamos de canal.
A fome não existe apenas na outra parte do mundo. Ela está ao nosso lado. É nossa vizinha.
Somos nós.