A atual crise do euro, que coloca em risco a viabilidade de uma moeda comum européia, tendo a Grécia como principal destaque, atingindo ainda fortemente o grupo de países intitulado PIIGS - Portugal,Irlanda,Itália, Grécia e Espanha (Spain)-, teve, de fato, origem na própria formação.
Colocar países - que não estão no mesmo estágio de amadurecimento industrial, político, financeiro e econômico - em uma mesma cesta, ditando regras e metas comuns à todos, é tão temerário como entrar em um jogo de poquêr com cacife pequeno e enfrentar jogadores sem limites para gastar. Primeiro você gasta as suas fichas, depois se endivida para acompanhar o jogo dos seus adversários, tentando adiar o fim que é inevitável,a quebra da sua banca.
E para comprovar essa verdade, 12 dos 16 países europeus que utilizam o euro como moeda, estão sob investigação por déficits enormes em suas contas.
Reformas estruturais, demandas e consumos internos em diferentes estágios, mão de obras com fatores de correções distintos, índices de produtividade desbalanceados, tudo isso acabou gerando custos de produção de bens e serviços diferenciados. Uns países exportando muito e outros pouco.
Menores custos, maiores exportações. Vendas em alta, maior entrada de recursos, maior produção, diminuição de custos, exportação crescendo - o círculo virtuoso.
Agora com uma moeda única, não resta a alternativa - aos países menos favorecidos, de desvalorizar a sua própria moeda na tentativa de melhorar a competitividade dos seus produtos (tática aliás muito usada pela China, que ao manter a sua moeda desvalorizada em relação ao dolar, consegue manter o preço dos seus produtos muito abaixo daqueles praticados pelos principais produtores do mundo).
Assim, aqueles países que no início estavam em melhores condições, conseguiram fazer a lição de casa melhor e aumentaram ainda mais a distância dos outros, tornando a desigualdade um fato consumado.
A bomba está armada, cabe a o belga Herman Van Rumpuy - atual presidente da União Européia- convocar os demais integrantes e tentar desarmá-la.
A saída?
É política. É dar o real sentido ao nome União Européia. Não um grupo, mas uma união verdadeira. É enxergar as diferenças e aplainá-las em um esforço comum.
Não se tornam países e - principalmente - economias, iguais por decreto. Não se dá a largada a uma corrida, sem antes aguardar que todos os carros estejam alinhados no grid.
A Grécia é apenas o sintoma. Que seja tratada a doença.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Grécia e o Euro. Um presente de grego?
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A pesquisa da fome
A CNA - Confederação Nacional da Agricultura encomendou pesquisa ao Ibope sobre assentamentos da reforma agrária, que apresentou números realmente alarmantes.
Realizada junto a mil famílias assentadas - em nove estados, mostra uma fotografia, que aponta a verdadeira falência do modelo adotado pelo governo.
Entre os vários números levantados, vamos apontar apenas um:
72,3% das famílias não conseguem gerar nenhum tipo de renda, sendo que desse total, 37% não produzem nada, vivendo em situação de extrema pobreza - 1/4 do salário mínimo per capita.
É esse o produto final que deve ser gerado pela reforma agrária?
Ter a sua própria terra e dela não conseguir tirar nem o seu próprio sustento?
Para o governo os parâmetros de produtividade não devem ser usados quando se trata de terras entregues a reforma agrária. O projeto precisa ser entendido dentro do seu aspecto social.
Parece que o único resultado que está sendo alcançado é a socialização da miséria. Altos índices de analfabetismo, pobreza, sustento externo e até mesmo repasse da propriedade.
Lavrar uma escritura de propriedade e abandonar o assentado a sua própria sorte não leva a nada. Precisa haver instrução, treinamento, crédito e principalmente acompanhamento e gestão.
Metas precisam ser estabelecidas e cobradas. Nada simples como um "toma que o filho é teu".
O MST - Movimento dos Sem Terra contesta a pesquisa, qualificando-a como um produto de interesse da CNA.
O presidente do INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária -Rolf Hackbart, contesta o resultado, considerando a amostragem insuficiente.
Em qual lado mora a razão? Aonde está a verdade?
Quanto ao MST, suas últimas ações o desqualificam para qualquer julgamento. Há muito tempo o Movimento perdeu seus princípios, para se transformar em uma autêntica gangue, à serviço de interesses escusos.
Ao caro ministro, devemos observar, que os critérios que norteiam o número da amostragem para pesquisas, aliás, ferramenta básica do Ibope, é universal e muito conhecido. A proporção de 1.000/1.000.000 é mais que suficiente.
O que o governo precisa de fato é corrigir os desvios do programa. É fazer o acompanhamento direto no campo. Levantar os problemas e conduzir as correções.
Não ir para a mídia discutir números de uma pesquisa. Enquanto discute as pessoas passam necessidade, o programa perde o sentido.
Como diz o mestre Milton Nascimento é preciso "..ir aonde o povo está".
Realizada junto a mil famílias assentadas - em nove estados, mostra uma fotografia, que aponta a verdadeira falência do modelo adotado pelo governo.
Entre os vários números levantados, vamos apontar apenas um:
72,3% das famílias não conseguem gerar nenhum tipo de renda, sendo que desse total, 37% não produzem nada, vivendo em situação de extrema pobreza - 1/4 do salário mínimo per capita.
É esse o produto final que deve ser gerado pela reforma agrária?
Ter a sua própria terra e dela não conseguir tirar nem o seu próprio sustento?
Para o governo os parâmetros de produtividade não devem ser usados quando se trata de terras entregues a reforma agrária. O projeto precisa ser entendido dentro do seu aspecto social.
Parece que o único resultado que está sendo alcançado é a socialização da miséria. Altos índices de analfabetismo, pobreza, sustento externo e até mesmo repasse da propriedade.
Lavrar uma escritura de propriedade e abandonar o assentado a sua própria sorte não leva a nada. Precisa haver instrução, treinamento, crédito e principalmente acompanhamento e gestão.
Metas precisam ser estabelecidas e cobradas. Nada simples como um "toma que o filho é teu".
O MST - Movimento dos Sem Terra contesta a pesquisa, qualificando-a como um produto de interesse da CNA.
O presidente do INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária -Rolf Hackbart, contesta o resultado, considerando a amostragem insuficiente.
Em qual lado mora a razão? Aonde está a verdade?
Quanto ao MST, suas últimas ações o desqualificam para qualquer julgamento. Há muito tempo o Movimento perdeu seus princípios, para se transformar em uma autêntica gangue, à serviço de interesses escusos.
Ao caro ministro, devemos observar, que os critérios que norteiam o número da amostragem para pesquisas, aliás, ferramenta básica do Ibope, é universal e muito conhecido. A proporção de 1.000/1.000.000 é mais que suficiente.
O que o governo precisa de fato é corrigir os desvios do programa. É fazer o acompanhamento direto no campo. Levantar os problemas e conduzir as correções.
Não ir para a mídia discutir números de uma pesquisa. Enquanto discute as pessoas passam necessidade, o programa perde o sentido.
Como diz o mestre Milton Nascimento é preciso "..ir aonde o povo está".
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