Qual é a verdadeira intenção da Colony Capital e de Bernard Arnault - CEO da LVMH, principais acionistas do Carrefour, ao pressionarem o conselho do grupo a se desfazerem das operações no Brasil e na China?
Enquanto as lojas europeias apresentam taxas de vendas declinantes, o crescimento nos dois países alvo é da ordem de dois dígitos, sendo que só no Brasil,no primeiro semestre do ano, as vendas bateram na casa dos 14% de expansão.
A alegação de que buscam elevar os preços das ações, para recuperar perdas passadas, não faz sentido.
Vender operações em mercados com altas taxas de crescimento nas vendas, para ficar com mercados estagnados, beira a maluquice, coisa que Arnault e Tom Barrack - fundador da Colony Capital decididamente não são.
Mesmo que a intenção da venda seja verdadeira, a mídia nunca é a primeira a saber. São negociações sigilosas, em petit comitê, com todas as medidas de segurança tomadas. Qualquer vazamento de informação pode derrubar o valor das ações.
Então porque a corrida à mídia?
Duas hipóteses podem ser levantadas para toda publicidade gerada.
O conselho do grupo, sentindo toda a pressão colocada pelos dois investidores, resolveu "levantar a tampa da panela" vazando a informação, na tentativa de inverter o sentido da pressão, enfraquecendo a força da Colony e Arnauld.
A outra hipótese, é que os dois investidores deixaram "escorregar" para a mídia todo o processo, esperando que a confusão causada jogasse para baixo o valor das ações. Comprariam na baixa, aumentando a participação no grupo.
Bernard Arnauld é conhecido pela sua agressividade e truculência nos negócios. A sua própria história na LVMH é prova disso.
Após promover a sua entrada no capital desse gigante do luxo francês, Arnauld soube como ninguém aproveitar todos os desentendimentos entre os outros acionistas, para se tornar majoritário e presidente da companhia.
O cenário está armado.
Vamos aguardar os próximos lances desse jogo.
A promessa é de intensas emoções.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Quem dá mais pelo Carrefour?
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Um acordo "paraguaio"...
Realmente o presidente Lula é um especialista na arte de girar o prato sem balançar a sopa que está dentro.
O caldo da vez são as pretensões do presidente paraguaio sobre o excedente da energia gerada por Itaipu, levando-se em conta que o consumo do Paraguai é de apenas 5% da geração.
Fernado Lugo teve como um dos pilares da sua eleição, a revisão do Tratado de Itaipu, com duas questões básicas: a revisão de valores cobrados e a possibilidade de vender livremente o excedente da sua cota de energia. Hoje, por força do tratado, todo o excedente deve ser vendido a Eletrobrás, pelo preço fixo de U$ 45 o megawatt/hora (MWh).
Com a matreirice que anos de negociações sindicais lhe conferiram, Lula resolveu a discussão entre o Ministério das Minas e Energia e o Itamarati. Liberou o Paraguai para vender a sua energia, de uma forma gradual, diretamente no mercado livre brasileiro.
Grande ato, pouco fato.
Claro, que é do conhecimento do nosso presidente, que para reformular o tratado de Itaipu, precisam ser alteradas duas leis importantes que lhe dão suporte ( lei 5.899 e a lei 10.438).
Isso exige consentimento do Congresso brasileiro, que precisa colocar em pauta e promover as alterações necessárias. Com todas as idas e vindas, apartes e "data venias", não deveremos ter isso em discussão antes das eleições presidenciais do ano que vem. Aí........
Um outro ponto, que talvez o presidente Lugo não tenha atentado, é o da oferta e procura.
A colocação do excedente de energia paraguaia no mercado livre brasileiro, pode gerar um quadro em que a oferta é muito maior que a demanda. Com isso os preços caem.O Paraguai pode acabar levando para casa um valor até menor do que hoje tem garantido.
Está parecendo, por todo o seu retrospecto, que o forte do presidente Lugo é "dar a luz" e não negociá-la!
O caldo da vez são as pretensões do presidente paraguaio sobre o excedente da energia gerada por Itaipu, levando-se em conta que o consumo do Paraguai é de apenas 5% da geração.
Fernado Lugo teve como um dos pilares da sua eleição, a revisão do Tratado de Itaipu, com duas questões básicas: a revisão de valores cobrados e a possibilidade de vender livremente o excedente da sua cota de energia. Hoje, por força do tratado, todo o excedente deve ser vendido a Eletrobrás, pelo preço fixo de U$ 45 o megawatt/hora (MWh).
Com a matreirice que anos de negociações sindicais lhe conferiram, Lula resolveu a discussão entre o Ministério das Minas e Energia e o Itamarati. Liberou o Paraguai para vender a sua energia, de uma forma gradual, diretamente no mercado livre brasileiro.
Grande ato, pouco fato.
Claro, que é do conhecimento do nosso presidente, que para reformular o tratado de Itaipu, precisam ser alteradas duas leis importantes que lhe dão suporte ( lei 5.899 e a lei 10.438).
Isso exige consentimento do Congresso brasileiro, que precisa colocar em pauta e promover as alterações necessárias. Com todas as idas e vindas, apartes e "data venias", não deveremos ter isso em discussão antes das eleições presidenciais do ano que vem. Aí........
Um outro ponto, que talvez o presidente Lugo não tenha atentado, é o da oferta e procura.
A colocação do excedente de energia paraguaia no mercado livre brasileiro, pode gerar um quadro em que a oferta é muito maior que a demanda. Com isso os preços caem.O Paraguai pode acabar levando para casa um valor até menor do que hoje tem garantido.
Está parecendo, por todo o seu retrospecto, que o forte do presidente Lugo é "dar a luz" e não negociá-la!
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