Parece que o governo do presidente Lula quer, cada vez mais, ampliar o controle sobre os mais variados setores da política e economia brasileira.
O seu poder sobre o Legislativo é inegável.A casa tem se mostrado absolutamente serviente aos rumos e diretrizes estabelecidos pelo Executivo.
Agora, após estabelecer os novos planos de crescimento e investimentos da Petrobrás, parte para cima da Vale.
A convocação do Palácio do Planalto para que Roger Agnelli - presidente da Vale, tivesse uma "conversa de pé de orelha" com Lula, na verdade não passou de uma grande pressão para que a Vale repensasse seus investimentos e a sua posição de não atuar na construção de siderúrgicas.
As notícias desencontradas de que o empresário Eike Batista, após conversa com o ministro da Fazenda Guido Mantega, apresentou uma proposta de R$ 9 bilhões para comprar a parte do Bradesco na Vale, serviu para colocar mais calor no assunto.
O Bradesco negou dizendo estar muito satisfeito com o retorno que tem obtido com seu investimento na Vale.
Em todo esse imbrólio, deve ser lembrado que a indicação de Agnelli para a presidência da companhia partiu do próprio Bradesco. A saída do banco do bloco de controle da mineradora, enfraqueceria ainda mais a posição de Agnelli no comando.
Legislativo, Petrobrás, Vale, algumas escaramuças com o Judiciário, qual será o próximo passo?
Lobão -ministro das Minas e Energia informou que deve ser incluído no novo código de mineração, a criação de um novo fundo social, a ser alimentado através de aumentos dos royalties pagos pelo setor.
A Eletrobrás ja avisou que nos próximos leilões de concessão e geração de energia estará participando para ganhar. Essa disputa, mais do que ajudar, atrapalha. Amedronta e afasta os investimentos privados.Até o ressurgimento da Telebrás já está sendo cogitado. O que mais virá por aí?
Pelo visto o governo do presidente Lula busca uma volta ao passado.
Um tempo de estatais ineficientes, pesadas e prestando um péssimo serviço a população.
É a contra mão de todo o sucesso obtido por nossa economia. Sucesso que só foi alcançado pela competência do trabalho das empresas privatizadas.
Claro que o governo deve exercer o controle e a fiscalização das atividades. Traçar os limites entre o possível e o permitido. Coibir abusos e desrespeitos a lei a aos princípios de mercado.
Essa é a sua função. Estabelecer as regras e o campo de jogo.
O erro acontece quando ele quer se tornar também o jogador.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
O perigo estatizante
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
O "bafo no cangote" dos bancos
O Banco do Brasil chega a marca de R$ 598,8 bilhões em ativos e volta a ocupar a liderança entre os bancos brasileiros. Um crescimento de 43% sobre o 1º semestre de 2.008.
O Itaú Unibanco, que retorna a segunda posição, acompanha muito de perto, com R$ 596,4 bilhões.
Dois são os fatores apontados para esse resultado do Banco do Brasil - o aumento na captação de recursos e a expansão na carteira de crédito.
Na captação de recursos a injeção de dinheiro público teve uma participação preponderante. Também foi do governo o comando para irrigar as fontes de crédito, aumentando as linhas de crédito.
Essa operação gerou críticas da concorrência, que alegou que os spreads ( diferença entre as taxas que o banco paga para captar o dinheiro e as taxas que ele cobra para emprestá-lo )praticados pelos bancos públicos eram insustentáveis. São??
No ranking do ROE - retorno sobre o patrimônio, o Banco do Brasil conserva também a liderança com 12,9%, seguido do Bradesco com 11,2% e do Itaú com 10,1%.
Traduzindo, o Banco do Brasil não só possui ativos maiores como também uma melhor rentabilidade. Fazendo uma coisa que talvez a maioria tenha esquecido, emprestar dinheiro para quem precisa.
Não é essa a missão dos bancos?
Claro que tudo não é como o nosso Ministro da Fazenda vitoriosamente proclama . A distância entre o Banco do Brasil e o Itaú de R$ 2,4 bilhões está mais para "um bafo no cangote" do que para " ...eles vão comer poeira" .
Vamos aguardar os próximos lances dessa disputa. Em briga de cachorro grande, quem ganha é o veterinário.
O Itaú Unibanco, que retorna a segunda posição, acompanha muito de perto, com R$ 596,4 bilhões.
Dois são os fatores apontados para esse resultado do Banco do Brasil - o aumento na captação de recursos e a expansão na carteira de crédito.
Na captação de recursos a injeção de dinheiro público teve uma participação preponderante. Também foi do governo o comando para irrigar as fontes de crédito, aumentando as linhas de crédito.
Essa operação gerou críticas da concorrência, que alegou que os spreads ( diferença entre as taxas que o banco paga para captar o dinheiro e as taxas que ele cobra para emprestá-lo )praticados pelos bancos públicos eram insustentáveis. São??
No ranking do ROE - retorno sobre o patrimônio, o Banco do Brasil conserva também a liderança com 12,9%, seguido do Bradesco com 11,2% e do Itaú com 10,1%.
Traduzindo, o Banco do Brasil não só possui ativos maiores como também uma melhor rentabilidade. Fazendo uma coisa que talvez a maioria tenha esquecido, emprestar dinheiro para quem precisa.
Não é essa a missão dos bancos?
Claro que tudo não é como o nosso Ministro da Fazenda vitoriosamente proclama . A distância entre o Banco do Brasil e o Itaú de R$ 2,4 bilhões está mais para "um bafo no cangote" do que para " ...eles vão comer poeira" .
Vamos aguardar os próximos lances dessa disputa. Em briga de cachorro grande, quem ganha é o veterinário.
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