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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O "bafo no cangote" dos bancos

O Banco do Brasil chega a marca de R$ 598,8 bilhões em ativos e volta a ocupar a liderança entre os bancos brasileiros. Um crescimento de 43% sobre o 1º semestre de 2.008.
O Itaú Unibanco, que retorna a segunda posição, acompanha muito de perto, com R$ 596,4 bilhões.
Dois são os fatores apontados para esse resultado do Banco do Brasil - o aumento na captação de recursos e a expansão na carteira de crédito.
Na captação de recursos a injeção de dinheiro público teve uma participação preponderante. Também foi do governo o comando para irrigar as fontes de crédito, aumentando as linhas de crédito.
Essa operação gerou críticas da concorrência, que alegou que os spreads ( diferença entre as taxas que o banco paga para captar o dinheiro e as taxas que ele cobra para emprestá-lo )praticados pelos bancos públicos eram insustentáveis. São??
No ranking do ROE - retorno sobre o patrimônio, o Banco do Brasil conserva também a liderança com 12,9%, seguido do Bradesco com 11,2% e do Itaú com 10,1%.
Traduzindo, o Banco do Brasil não só possui ativos maiores como também uma melhor rentabilidade. Fazendo uma coisa que talvez a maioria tenha esquecido, emprestar dinheiro para quem precisa.
Não é essa a missão dos bancos?
Claro que tudo não é como o nosso Ministro da Fazenda vitoriosamente proclama . A distância entre o Banco do Brasil e o Itaú de R$ 2,4 bilhões está mais para "um bafo no cangote" do que para " ...eles vão comer poeira" .
Vamos aguardar os próximos lances dessa disputa. Em briga de cachorro grande, quem ganha é o veterinário.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Em favor da ética

Uma boa notícia que tivemos o mês passado, foi sobre o projeto em fase de conclusão na CGU - Controladoria Geral da União e no Ministério da Justiça, para responsabilizar e punir - civil e administrativamente, empresas que cometerem crimes contra a administração pública.
Dentro desse espectro estão as propinas a servidores, fraudes em licitações, lavagens de dinheiro e maquiagens de serviços ou produtos. Dependendo da gravidade as punições poderão variar de multas até a extinção da empresa.
Para se ter uma idéia da "encrenca", segundo dados do próprio site da CGU, alguns números surpreendem:
8.051 fiscalizações executadas para avaliar o cumprimento de metas do Plano Plurianual do Governo Federal.
-25.000 sindicâncias e processos administrativos, nos últimos 6 anos
-1959 punições. Desse total 31,83% valimento de cargo e 16,46% improbidade administrativa.
- perto de 1.000 empresas incluidas no Cadastro de Empresas Inidôneas ou Suspesas.
Pelo texto do novo projeto, a empresa sera julgada também pelos atos praticados por seus funcionários ou representantes, mesmo que não tenha havido uma ordem expressa.
Em outras palavras, cuidado com LandRoovers dados de presente, só pela amizade!
A aprovação do projeto pelo Congresso, pode fazer com que as relações entre as empresas privadas e os orgãos do governo passem a ser realizadas em um outro patamar.
As punições que podem vir a ser aplicadas, "moralizarão" esses relacionamentos, não pelo apelo da conduta ética, mas com certeza por afetar as empresas em sua parte mais sensível -o seu patrimônio.