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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Em favor da ética

Uma boa notícia que tivemos o mês passado, foi sobre o projeto em fase de conclusão na CGU - Controladoria Geral da União e no Ministério da Justiça, para responsabilizar e punir - civil e administrativamente, empresas que cometerem crimes contra a administração pública.
Dentro desse espectro estão as propinas a servidores, fraudes em licitações, lavagens de dinheiro e maquiagens de serviços ou produtos. Dependendo da gravidade as punições poderão variar de multas até a extinção da empresa.
Para se ter uma idéia da "encrenca", segundo dados do próprio site da CGU, alguns números surpreendem:
8.051 fiscalizações executadas para avaliar o cumprimento de metas do Plano Plurianual do Governo Federal.
-25.000 sindicâncias e processos administrativos, nos últimos 6 anos
-1959 punições. Desse total 31,83% valimento de cargo e 16,46% improbidade administrativa.
- perto de 1.000 empresas incluidas no Cadastro de Empresas Inidôneas ou Suspesas.
Pelo texto do novo projeto, a empresa sera julgada também pelos atos praticados por seus funcionários ou representantes, mesmo que não tenha havido uma ordem expressa.
Em outras palavras, cuidado com LandRoovers dados de presente, só pela amizade!
A aprovação do projeto pelo Congresso, pode fazer com que as relações entre as empresas privadas e os orgãos do governo passem a ser realizadas em um outro patamar.
As punições que podem vir a ser aplicadas, "moralizarão" esses relacionamentos, não pelo apelo da conduta ética, mas com certeza por afetar as empresas em sua parte mais sensível -o seu patrimônio.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Empregos crescem.Crescem?

Carlos Lupi, Ministro do Trabalho, declarou hoje que o Brasil fechou (ou seria melhor, abriu.?) o primeiro semestre de 2.009, com 300 mil novos postos de trabalho com carteira assinada.
Seria uma boa notícia, não tivesse esse número sido de 1.360.000 no mesmo período em 2.008.
Não é ruim, mas não deve servir de vento para as desfraldadas bandeiras otimistas do governo.
Outros bons dados ainda podem ser observados.
Os analistas econômicos melhoraram a projeção para a queda nesse ano do PIB (Produto Interno Brasileiro), passando de 0,55% para 0,34%. Alguns chegam até a apostar em uma pequena margem positiva, de 0,3% a 0.5%.
Os insumos domésticos estão substituindo, em parte, os importados.
A indústria se não está contratando, parou de demitir.
O consumo interno brasileiro tem mantido nossas contas sob controle.
A procura por crédito cresceu 4% em junho, superando índices pré crise ( apesar de estar aumentando a inadimplência entre as pequenas e médias empresas).
Talvez o que seja necessário mesmo, é mudar a forma de comparação.
O crescimento e os índices alcançados nos dois últimos anos, principalmente em 2.008, não serão obtidos tão cedo.
A crise começa a esboçar sinais de seu fim. Claro que a "guerra" enfrentada, como toda guerra, deixará sequelas.Será necessário todo um trabalho de reconstrução.
Mas o que precisa ficar absolutamente claro para todo mundo, é que a retomada não se dará nos mesmos patamares anteriores á crise.
Precisamos ter a consciência que será dado um passo atrás. Os números e metas devem deixar isso claro, para não nos deixar a sensação que voltaremos a mesma festa.
O salão e os convidados serão os mesmos, mas o buffet deve ser bem mais espartano.